Sex and the City

É um assombro a quantidade de fêmeas que aponta Sex and the City como um dos programas preferidos no TV Shows do perfil no Orkut. Ao que parece, o sonho de cada uma delas é viver a vida das personagens da premiada série.
Lágrimas furtivas descem dos meus olhos quando eu comparo nossas brasileirinhas com as badaladas novaiorquinas. Enquanto as gringas são espetadas pelos mais desejados partidões da big apple, as macaquitas seguem gastando kilometragem com as seguintes figuras:
- Surfistas eternamente sequelados de maconha.
- Micareteiros balzaquianos bombados.
- Alternativóides bebunzinhos barrigudinhos, habitués do Baixo Gávea.
- Músicos verborrágicos sugismundos e cineastas falidos.
- Malucóides eletrônicos tatuados, que pesam vinte quilos.
- Estrangeiros. Qualquer um serve, carioca adora dólar.
Há ainda uma infinidade de camaradas que poderia entrar na listinha acima, mas por enquanto esses aí já são o suficiente.
O lirismo do negócio todo é que as gatinhas sempre passam por um ciclo nesses relacionamentos:
1 - Começam a sair com o malandro.
2 - Por mais escroto que o mané seja, elas passam a comentar com todo o mundo que o sujeito "é um fofo" (puta que parerda, fofo é o meu ovo esquerdo !) .
3 - Dão.
4 - O romance não vai para a frente e elas vão chorar no ombro das amigas. Se fazem de vítimas e enumeram dúzias de defeitos que descobriram tardiamente no macho.
Quero fazer o projeto de um "Sex and the City" carioca, seria nesse tom.